Resumo: Os trabalhos que compõem essa mesa surgem das discussões sobre Pesquisa e Psicanálise no Grupo de Pesquisa “Psicanálise: Clínica, Política e Cultura”. Fundamentados na ética da psicanálise, os trabalhos são fruto das experiências em diferentes contextos clínicos e sociais. O campo investigativo da psicanálise tem como objeto as manifestações do inconsciente e o que se escreve do confronto com o real. No contexto da Universidade, temos o compromisso da construção de conhecimento com interlocução de saberes e a invenção de propostas de intervenções para o acolhimento de sujeitos em sofrimento. Por considerar que é responsabilidade dos praticantes de psicanálise recriarem o método no caso a caso, em ato e transmissão de suas práticas clínicas, temos uma diversidade metodológica de apresentações de caso. Daniela Lima busca discutir o método de construção do caso clínico, que permite orientar-se pela singularidade para abordar os impasses que surgem ao longo de um tratamento. Márcia Tourinho abordará o traço do caso, estratégia metodológica de uma escrita distinta de uma narrativa, a escrita de uma marca, daquilo que diz do enigmático do caso e toca o desejo do analista. Tarsila Amaral propõe uma reflexão sobre a utilização da análise significante como via para discussão de entrevistas clínicas na pesquisa acadêmica. Marcelo Oliveira se propõe a analisar e debater o lugar da pesquisa em psicanálise no processo de radicalização da reforma psiquiátrica brasileira. Assim, destacamos que pesquisar, mantendo a psicanálise em sua dimensão ética, clínica e política, implica produzir invenções a partir dos diferentes impasses encontrados no cotidiano.
Pesquisa;Psicanálise;Universidade