Resumo: A proposta desta mesa temática é discutir a experiência do grupo cultural Ayabá Africanidades no processo de fabricação do livro infanto juvenil intitulado, Brota no Helena, cujos autores e ilustradores são estudantes do ensino médio do Colégio Estadual Helena Magalhães que é localizado num bairro popular soteropolitano, o Tancredo Neves. A supracitada experiência foi marcada por conflitos sociais, políticos e estéticos no interior da unidade escolar acerca da narrativa que apresenta o cotidiano, bem como as potencialidades e desafios de residir e estudar numa comunidade escolar situada num bairro periférico soteropolitano. O que resultou num protagonismo estudantil em discussões estruturais da sociedade brasileiras nas quais destacam-se: o racismo, machismo, preconceito de classe, violência e desemprego. Nesse sentido, o movimento literário, Brota no Helena, se apresenta como uma extensão universitária pois o grupo cultural Ayabá Africanidades nasceu na efervescência cultural da praça das artes em 2014, campus ondina, e vem participando ativamente do calendário acadêmico onde destaco: Turbantaço I (2014.1), Turbantaço II ( 2014.2), Calourada empoderada (Mapandante -UFBA 2015), I Encontro Antonieta de Barros de Mulheres da FACOM (2017) e Oficinas de turbantes na semana dos calouros 2019, participação no Congresso UFBA 75 anos e o congresso virtual UFBA 2020. Portanto nossa apresentação consiste em:
o Apresentar de forma breve a história do grupo cultural Ayabá Africanidades;
o Apresentar de forma breve o que é o movimento literário Brota no Helena;
o Discutir as potencialidades e desafios do livro Brota no Helena no campo da literatura baiana e brasileira na contemporaneidade.
Cultura; Literatura; Educação