Resumo: Ser mulher e negra no Brasil é lidar diariamente com o racismo. O fato de algumas pessoas verem o negro como preguiçosos e não perceber que a falta de oportunidades é um dos fatores que colabora para as pessoas negras não ocuparem espaços de prestigio social, como no espaço acadêmico, é caracterizado como uma manifestação de racismo e para superar este problema que atinge a sociedade, intelectuais como bell hooks nos mostra que a educação pode ser uma alternativa das pessoas negras, criarem mecanismos para a superação do racismo. De acordo com a pensadora Audre Lorde um problema recorrente que se apresenta no feminismo hegemônico é o fato de feministas brancas não pontuarem as questões de raça como um marcador social de diferença. Essa objeção, que é uma prática comum por parte de grupos privilegiados, evidencia o apagamento e omissão do histórico de opressão sofrido por pessoas negras. Mulheres negras têm pautado a questão da violência de gênero e o sexismo sem deixar de lado as questões de raça. A nossa proposta é evidenciar que nessa luta coletiva contra opressão e violência racial, o feminismo hegemônico, defendido por mulheres que não são de cor, deve pontuar marcadores interseccionais. Se faz urgente pensar uma ética que aborde esses problemas, nessa luta pela conscientização acerca da violência sexista e racista que se sustenta nas ciências, teorias e na sociedade em geral. Desta forma, visamos identificar e apontar como mulheres negras transformam processos de desigualdades em processos de lutas, revelando processos de insurgências, enfrentadas diante das exclusões impostas às mulheres negras.
Feminismo negro;Racismo;Superação