Resumo: A zona costeira se caracteriza por situar-se na interface dos continentes com os oceanos, e por esta razão é influenciada por processos de ambos os domínios, o que lhe confere alta dinamicidade e vulnerabilidade, além de proporcionar uma grande diversidade de ambientes, como as praias, os manguezais, os recifes de corais entre outros, muitos dos quais de grande importância social e econômica. A crescente ocupação aliada às ameaças decorrentes das mudanças climáticas, em especial o aumento do nível do mar e da frequência e magnitude dos eventos extremos, tornam cada vez mais emergente a necessidade de gerenciar a sua ocupação a fim de preservar os seus ecossistemas (e seus serviços) e, ao mesmo tempo, garantir os múltiplos usos do litoral. Apesar dos instrumentos previstos para o gerenciamento costeiro terem mais de trinta anos, a sua efetivação tem enfrentado diversos desafios, como os múltiplos interesses, muitas vezes conflitantes, no âmbito costeiro; a dificuldade de integração de políticas públicas diversas (de desenvolvimento econômico, urbano, turístico, energético, de meio ambiente, de recursos hídricos, de planejamentos marinho, etc); a presença de antinomias, imprecisões e diversidade de interpretações da legislação; a dificuldade de se precisar a causa e a dimensão dos processos que ocorrem na zona costeira; entre outros desafios. O objetivo desta mesa redonda é discutir com profissionais de diferentes âmbitos (administração pública, legislativo e universidade) esta realidade e as perspectivas futuras do gerenciamento costeiro, em especial, no Estado da Bahia, que se destaca pelo seu extenso litoral e cultura costeira.
gerenciamento costeiro;política pública;zona costeira