Resumo: O avanço das tecnologias de informação e comunicação adquiriu uma forte projeção com o surgimento e a proliferação das mídias sociais. Esta nova concepção de uso das TIC como meio de proporcionar interação entre usuários e empresas tornou as mídias sociais potenciais canais de relacionamento devido à sua flexibilidade, rapidez e alcance, além de possibilitar o compartilhamento de conteúdos (SAAD CORRÊA, 2009). Para Smith (2009), esse crescimento do uso das mídias sociais constitui um fenômeno global que está se espalhando por todas as partes e tem nas empresas um alvo certo por serem um importante instrumento de estratégia e marketing.
As mídias sociais constituem-se numa tecnologia caracterizada pela interatividade, personalização de serviços e conteúdos gerados pelos usuários, onde o próprio usuário cria, monta e utiliza-se destes mecanismos conforme o seu interesse (ARAÚJO, 2012).
As novas possibilidades surgidas com as mídias sociais e com o possível uso destas, portanto, tendem a beneficiar aqueles, pessoas físicas e jurídicas, que tiverem maior familiaridade com a tecnologia. Castilho e Antunes (2013) ressaltam que, no caso das pequenas empresas, essa familiaridade tende a ser maior porque, segundo as autoras, “elas são por norma mais receptivas à inovação e às novas tecnologias, sendo esperado que sejam mais facilmente abertas à mudança e à adoção das mídias sociais”. É exatamente o caso das startups. Tal familiaridade, no entanto, que não implica necessariamente em sucesso ou pleno êxito no uso da tecnologia, tende a possibilitar que se aproveitem mais e da melhor forma possível os recursos por ela disponibilizados assim como novos e diferentes usos e finalidades.
A partir desse contexto, a palestra visa abordar as características das Redes e Mídias Sociais e seu Uso e Apropriação por parte de Startups, tendo como pressuposto que essas empresas não apenas usam essas tecnologias mas também estabelecem novos usos diferentes do originalmente idealizado por seus desenvolvedores.
REFERÊNCIAS
ARAÚJO, J. P. Apropriação, participação e aprendizagem no YouTube. Linguagens e Diálogos, v. 3, n.1, p. 1-28, 2012.
CASTILHO, A. S.; ANTUNES, M. J. Modelo de Gestão de Conteúdos nos Social Media: os estudos de casos das startups.Revista Comunicando, v. 12, p. 102-123, 2013.
SAAD CORRÊA, E. N. Comunicação digital e novas mídias institucionais. In: KUNSCH, M. M.K. (Org.).Comunicaçãoorganizacional, São Paulo, Saraiva, p. 317-335, 2009.
SMITH, T. The social media revolution. International Journal of Market Research, v. 51, n.4,2009.Disponívelem:http://web.efzg.hr/dok/MAR/vskare/kolegiji/im/materijali/The_social_media_revolution.pdf.Acessoem02 Out. 2013.
Mídias Sociais;Apropriação tecnológica;Startups